Educação integral
- Agatha Lemos

- 12 de mar.
- 2 min de leitura

Como a tríade "física, mental e moral" forma a base educacional do preparo para a vida
Quanto mais o tempo passa, maiores são as percepções de que a educação que transforma um indivíduo em cidadão consciente vai muito além do modelo tradicional de ensino.
Atualmente, escolas e redes educacionais vêm se abrindo para o fato de que outras opções, ainda que extracurriculares, devem fazer parte do seu modelo de educação. Esse é o caso de escolas que vêm aderindo a práticas variadas de esportes, como jiu-jitsu, natação, além da educação física básica.
Ao compreender que a aprendizagem ocorre por diversos caminhos, os educadores contemporâneos têm investido em atividades que vão além da grade curricular. Isso porque tem se buscado implementar uma abordagem integral na qual corpo, mente e moral sejam trabalhados e formados.
É preciso manter o foco no fato de que corpo e mente são inseparáveis e interdependentes, ou seja, o desenvolvimento físico é, na verdade, uma ferramenta para cultivar valores éticos, morais e o bem-estar completo.
O cuidado com o corpo (físico) influencia diretamente o estado de espírito (mental), e as interações coletivas (moral) tornam o caráter mais sólido. Isso sim é educação integral.
Educação integral
Entenda como a abordagem da educação integral colabora para a promoção da saúde:
Educação física (corpo)
Menor risco de doenças e maior condição física geral.
Lutas, brincadeiras e diversas modalidades de esportes que promovem o movimento.
Ajuda a compreender, utilizar e valorizar o próprio corpo com mais capacidade e intenção.
Educação mental (cognição e emoção)
Diminui hormônios do estresse e estimula endorfinas, promovendo o relaxamento e o otimismo.
Reduz sintomas de depressão e ansiedade, além de melhorar o humor e a cognição.
A prática de exercícios ajuda a clarear a mente e a melhorar o foco.
Educação moral (ética e caráter)
Ensina valores éticos como respeito mútuo, justiça e solidariedade.
Constrói cidadãos responsáveis e empáticos que possam tanto lidar com as vitórias como com as derrotas.
A integração de "dilemas morais" nas atividades esportivas ajuda os alunos a praticarem o raciocínio ético e, a partir daí, desenvolverem empatia.
Ágatha Lemos | Jornalista e mestre em Ciência


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